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Experiência e troca de Saberes - VI período do curso de Pedagogia Intercultural da UNEB – Campus de Paulo Afonso

Na data de hoje (06/06/2024) a turma do VI período do curso de Pedagogia Intercultural da UNEB – Campus de Paulo Afonso, vivenciou uma experiência de trocas de saberes, por meio de uma aula de campo, do componente curricular Tópicos Especiais da Educação Escolar Indígena, na comunidade Xucuru Kariri, localizada no munícipio de Glória, distrito de Quixaba.


O objetivo da aula foi aprender sobre a experiência da escola com relação ao trabalho com Identidade e Cultura no currículo, pois a centralidade das discussões do componente curricular deste semestre é currículo específico. A turma foi conduzida pela docente para experienciar o currículo vivo, possível e específico no chão da comunidade. Os estudantes organizaram uma roda de conversas com os professores da Escola Estadual Indígena Xurucu Kariri que foi iniciada com a apresentação da história da comunidade que migrou de Palmeiras dos Índio – AL em busca de um lugar físico que pudessem ser eles mesmos, em suas raízes e cultura, se instalaram no território atual que conta com um Rio que é considerado lugar sagrado para a comunidade.


Discussões sobre Currículo, DCRB indígena e as práticas realizadas no componente curricular Identidade e Cultura na escola indígena foram realizadas e os professores da escola contaram aos participantes como eles desenvolvem o trabalho com foco no fortalecimento e retomada de sua identidade e cultura, principalmente com a experiência de desenvolver de modo coletivo uma pesquisa-ação sobre a trajetória do Povo Xucuru na Bahia, objetivando registar para romper com a invisibilidade.


Apresentaram como as práticas curriculares específicas são necessárias para concretizar essa pesquisa e registros, com exemplos de atividades como: ilustração dos Torés por meio de desenhos, croquis do território, confecção de maracás, uso de redes sociais e tecnologias para sistematizar, registrar e divulgar suas práticas culturais e trajetória, além de interpretação dos cantos por meio de desenhos e pinturas como estratégias e ensinar os mais jovens os cantos tradicionais por meio da escola, foram alguns exemplos dos registros e práticas curriculares interculturais apresentadas e desenvolvidas na escola do povo Xucuru da Bahia.


A roda de conversas se estendeu por uma caminhada ao longo do território para conhecer a oca construída e cuidada pelos membros da comunidade e utilizada todas as quintas-feiras durante o Componente Curricular Identidade e Cultura com estudantes dançando o toré; o grupo seguiu para conhecer o rio e presenciou o racismo ambiental que a comunidade convive, pois precisa consumir a água poluída do rio que abastece a aldeia por meio uma bomba. A comunidade vem lutando e se movimentando para que os responsáveis realizem uma revitalização das águas que são sagradas para eles e necessárias para sua sobrevivência. O encontro conseguiu atingir seu objetivo de realizar uma discussão em roda de conversas sobre o trabalho com Identidade e Cultura no currículo, ampliando a reflexão sobre o que é currículo específico e seu papel no bem viver da comunidade.


texto: Any Carneiro




fotos: João Batista

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