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Campus VIII realiza a Semana do Acolhimento com atividades integradas

O Inicio do Semestre foi marcado por palestras e campanhas, além de atividades integradoras dos diversos cursos com ações que contribuíram para mostrar que as Universidades Públicas estão atentas e sensíveis para atender as demandas dos novos universitários.

Da esquerda para a direita Palestrantes: Lucas Alef, Jamile Silva Silveira, Isan Almeida Lima e Elília Camargo. Foto: Bruna Cordeiro

O acolhimento de calouros numa universidade é uma etapa marcante da vida acadêmica, pois é uma forma de dar boas-vindas à instituição. O trote tradicional acompanha atividades específicas que tem sido questionadas sobre sua natureza violenta quase sempre resultante em humilhação física e psicológica do ingressante. Para o inicio do semestre, a UNEB lançou a Campanha A Universidade é um Direito Seu, a Diretora do Campus VIII - Suzana Menezes Luz, convocou os cursos e demais setores a se integrarem para realizar uma programação crítica e pacífica.



A UNEB possui 29 Departamentos instalados em 24 Campis e cerca de 150 opções de cursos e habilitações nas modalidades presencial e a distância (EaD). Além dos Campis, está presente na quase totalidade dos 417 municípios do estado, por intermédio de programas e ações extensionistas em convênio com organizações públicas e privadas, que beneficiam milhões de cidadãos baianos, a maioria pertencente a segmentos social e economicamente desfavorecidos e excluídos.


Em artigo publicado pelo Le Monde Diplomatique Brasil, o diretor-geral da Unioeste Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste - Campus de Foz do Iguaçu, Fernando José Martins, afirmou que:

Uma das formas de materialização da universalidade é justamente o seu caráter público. É um formato que dialoga com o ordenamento jurídico cidadão expresso na constituição vigente, da educação como direito universal. Enquanto entidade pública, além de ampliar o direito ao cidadão, a universidade atua estrategicamente em favor dos interesses coletivos e do desenvolvimento social do país. Há que se preservar a constituição e o papel que a universidade brasileira tem no desenvolvimento da ciência e tecnologia nacional.

A defesa do Pedagogo Fernando Martins se apoia em pesquisas que demonstram resultados de grande sucesso, onde se pode evidenciar a dominação do espaço universitário na produção intelectual que resulta em alcance de resoluções para diversas áreas do potencial humano, como é o caso da matriz de produção das próteses neurais, os chamados exoesqueletos, para a reabilitação da paralisia corporal, do grande cientista brasileiro Miguel Nicolelis. Ou a matriz tecnológica da produção aeronáutica da Embraer, referência mundial. Ou de onde vêm os cientistas brasileiros que integram o projeto Genoma Humano? E tantos outros exemplos de sucesso, “Só instituições públicas fazem pesquisa no Brasil (…)”, para alcançar indicadores e mensurar possíveis soluções, as pesquisas são imprescindíveis. Qual é o verdadeiro significado de desenvolver pesquisas? O formato mais democrático da universidade pública é dado por sua gratuidade, é ela que proporciona a inclusão de pessoas desprovidas de qualquer outra possibilidade.


Hoje, a universidade é uma das mais questionadas, seja em seu conteúdo e disputas políticas e ideológicas, seja em sua manutenção de caráter público. Essa instituição tem se mostrado secularmente uma das mais estáveis e necessárias para um projeto estratégico de sociedade. Não permitamos que uma onda (assim espero) ponha por terra essa instituição que, embora secular, ainda muito pode contribuir para o projeto de nação.


Foto: Andressa Melquíades

A vivência do ambiente público de uma universidade causa estranheza ao mercado acostumado a cobrar por todos os serviços. O que as novas gerações e a sociedade da informação questiona é o direito a liberdade de escolher como aprender. Tendo em vista que o sistema capitalista passa por um momento delicado onde não está sendo possível esconder seus caminhos tortuosos para sobreviver em meio ao caos que ele próprio criou, como é o caso do sistema de crédito estudantil dos EUA (Estados dos Unidos da América) para maiores informações leia a matéria: Sistema universitário norte-americano: um modelo a ser seguido?


A Educação Pública não pode ser banalizada. A universidade é espaço plural, aberto e democrático onde podemos desfrutar do nosso direito de estudar, de pesquisar e de criar. E esperamos que a calourada solidária e unificada que aconteceu este ano tenha levado os novos alunos/as a refletir a se colocar nesse debate.


Por: Bruna Cordeiro - ASCOM OPARÁ

Em: 25/03/2019

Ligações Externas:

https://portal.uneb.br/

https://www.clickfozdoiguacu.com.br/e-agora-em-defesa-da-universidade-publica/

http://adunicamp.org.br/sistema-universitario-norte-americano-um-modelo-a-ser-seguido-a-questao-do-credito-educativo/


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