O Opará de Paulo Afonso dedica um mês de atividades ao dia da Consciência Negra

 

O intuito é visibilizar as causas, os debates e as bandeiras de luta. Durante todo o mês de novembro, iniciando pelo ato de abertura na câmara de vereadores no dia 07 de novembro, se estendendo até o dia 30 quando será feito o encerramento no campus VII com o concurso de artigos: E ainda dizem que somos iguais. Em seu anexo no prédio Caminhos da Caatinga, às 08:00. Com o tema: Discriminação, racismo e preconceito e ainda dizem que somos todos iguais!

 

A programação reunião atividades singularidades, que envolveu outro município como parceiro. Destaca-se até o momento, a Caminhada dos Terreiros de Paulo Afonso que aconteceu dia 17/11. Saiu da Igreja Perpétuo Socorro às 09:00 da manhã e contou com a representação de diversos Terreiros da cidade. O preconceito aqui no Brasil, às vezes se esconde, machuca, violenta e mata.

 

O preconceito existe, está espalhado no nosso cotidiano, em nossa alma, em nosso inconsciente, em nossas estruturas sociais, políticas econômicas, simbólicas e culturais. A caminhada seguiu pelo mercado da feira grande e foi até o centro da cidade e deixou aberta a adesão da população durante todo o percurso.

 

A grande realizadora desta atividade foi o Centro Ogum Olegdeji de Mãe Neta, uma das instituições mais antigas, fundada em 1971, por Luzinete Francisca da Silva, hoje com 74 anos. Trata-se de um Terreiro de Candomblé que segue as nações de Angola, Ketu e Jexá. Mãe Neta afirmou que já sofreu muito preconceito e abaixo assinado, mas tem muitos anos que luta para praticar sua religião. Em Paulo Afonso foram identificados mais de 40 terreiros provenientes em sua maioria das cidades de Salvador/BA e Araújo/SE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia 20, o Grupo de Estudos e Pesquisa Afrodescendente do Opará trouxe várias apresentações musicais para celebrar mais um dia de reflexão sobre a discriminação e o preconceito que continua a existir contra a população negra no Brasil. As bandas que estiveram, presentes trouxeram um trabalho autoral que encantou à tarde de domingo de todos os presentes. O parque Belvedere é um ponto turístico muito valorizado pela população local, pois permite o contato com a natureza e com o rio São Francisco. Se apresentaram as Banda Bem Dizei e Barro Verde trouxeram a batida do reague, seguida pela sessão de jaz de Igor Gnomo Group.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na quinta-feira dia, 24 de novembro, aconteceu mais um das atividades, desta vez no município de Santa Brígida. O Centro Educacional Zenor Pereira Teixeira de Santa Brígida convidou a população em geral para participar da culminância do Projeto Interdisciplinar Consciência Negra: Educação não tem cor. Palestrantes, apresentações culturais e debates foram realizados em uma programação inteiramente gratuita que também teve culinária e danças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ideia do projeto surgiu devido à quantidade de alunos e professores negros e negras que fazem parte do cotidiano escolar. Neste sentido, sensibilizar a comunidade escolar evita situações que pode ferir a auto-estima e as relações inter escolares, portanto o projeto teve como principal objetivo alertar os alunos sobre a importância do diálogo e do respeito à diversidade. O docente da UNEB Campus VIII e Pesquisador do OPARÁ de Paulo Afonso, o Professor Dorival aceitou o convite da escola para a mesa redonda de tema: Desmascarando o preconceito. O mesmo mostrou que as diferenças é um conceito que fui construído que pode se tornar maior do que o sujeito. Também foi ressaltado que as crianças recebem informações que conjuntamente com nossas relações e modos de vida contribui na construção de nossa visão de mundo. Nesse sentido, é sempre bom questionar-se sobre as atitudes pessoais que podem levar a situações mascaradas de preconceito e discriminação.

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