TERRITÓRIO YBY YARA

XUCURU KARIRI

O grupo Xucuru-Kariri compõe-se de membros da família sátero originária da terra indígena Xucuru-Kariri da cidade de Palmeira dos Índios-AL, que no ano de 1985, em consequência de divisões internas migram para Bahia e são estabelecidos no povoado da Quixaba município de Glória-BA com uma extensão de 39 há.

Os índios enfrentam problemas ocasionados pela má qualidade de solo que é de natureza pedregosa, porém os Xucuru reiniciaram suas atividades produtivas, com a ajuda de diversos recursos. Atualmente os índios estão pleiteando a ampliação da área porque a terra em que vivem já não é mais suficiente para atender a todas as famílias em decorrência do processo natural surgimento de novos grupos familiares.

KAIMBÉ

Os Kaimbés com sua população de 1.980 índios vivem no município de Euclides da Cunha, na vila de Massacará com extensão de 8.020 há. São originários da missão da santíssima trindade de Massacará, que reuniu bandos de diversas etnias que perambulavam pela região, principalmente a Kariri. Como as outras missões de região, foi concedida á aldeia de Massacará pelo alvará régio de 1700. Numa légua  em quadra de terra, reconhecida oficialmente como território kaimbé. Nas roças familiares são cultivados mandioca, feijão e milho, há criações de ouvinos e caprinos. A produção  é voltada basicamente para a subsistência, destinando-se a mercado a quantidade mínima necessária a aquisição de produtos industrializados. O alto grau de degradação da vegetação tem dificultando de coleta e caça, que apesar de tudo ainda ocorrem-na área.

TRUKÁ TUPAN

A família  de cacique Maria Ereneide Rodrigues da Silva, originaria da aldeia Truká/ Cabrobó-PE, vivia na ilha de Assunção, porém decidiu sair do local no ano de 1990 porque não havia terra suficiente para trabalhar e sustentar sua família, que na ocasião já contava com o esposo e os 3 filhos. Decidira mm morar na cidade de Delmiro Golveia/AL, cidade localizada a 37 km de Paulo Afonso/BA pelo motivo de seu esposo ser natural do estado de Alagoas. Quando estavam em Paulo Afonso, conheceram um índio Pankararu, o qual já vivia no local onde hoje estão residindo, porém na ocasião da chegada dessa família havia muita gente morando índios e não indígenas; havia também um alto índice de alcoolismo, e por essas razões acabaram desestruturando todo grupo, o que acabou ocorrendo na desistência da maioria sair do local. A área de 3.000m2, onde o grupo está vivendo foi doada no ano de 2004, em caráter provisório pela prefeitura municipal de Paulo Afonso. A terra não é agricultável, e as famílias sobrevivem da prestação de serviços, doações e assistência da FUNAI. As famílias indígenas pleiteiam uma área de 114 há, localizada no povoado denominado Caiçara, município de Paulo Afonso com uma população de 27 índios

PANKARÚ

Os índios Pankarú vivem no oeste da Bahia, em uma área com uma vegetação denominada cerrado com a extensão de 981.0815 há, com um clima tropical seco e a umidade relativa do ar muito baixa. Esta terra indígena entrou em estudo pela FUNAI na década dos anos 70, sendo homologada e reconhecida como terra indígena em 29 de outubro de 1991.

A comunidade indígena é composta por 42 familias e 174 indígenas na aldeia vargem alegre, que na sua maioria por falta de oportunidade na região e pelas dificuldades apresentadas no município, migram para outras localidades, ao qual partes dessas famílias não moram na aldeia por não ter nenhum meio de sobrevivência buscando alternativas nos grandes centros urbanos na sua maioria vão para cidade de Goiana-GO. No período de estiagem muitos plantam por teima mas os cultivos acabam morrendo, quando a chuva vem ás plantações de milho, feijão, mandioca, abóbora, sorgo e etc.; não se desenvolvem por falta de maquina para preparar o solo.

TUXÁ

Os indígenas tuxá são descendentes dos índios rodeleiros, hoje denominados como índios tuxá nação  procá caboclos de arco, flecha e maracá, com sua população de 3.956 índios, localizados em rodelas-BA, Ibotirama-BA, Muquém do são Francisco-BA e Banzaê-BA. Os tuxá sofreram com as influências aculturadoras de tantas gerações que por  eles passaram, contudo não desistiram, permanecem resistindo a qualquer tipo de preconceito, reservando seus costumes, crenças e tradições. É nos rituais que os tuxá expressam claramente as tradições indígenas.

 Na década de 80 a construção da usina hidroelétrica de Itaparica realizada pela Chesf, resultou a inudaçaõ da ilha da viúva, local onde os índios produziam arroz,cebola,feijão,abobora, e outras culturas. Como consequência da construção da hidroelétrica, 96 (noventa e seis) familias tuxá passaram a viver na fazenda morrinhos, município de Ibotirama-Ba, a mais de 1.200km da terra de origem. Com o passar de mais de 20 (vinte) anos de espera pela aquisição de terras agricultáveis, e em decorrência desse atraso, surgem conflitos e divisões entre o grupo que optou em viver em Ibotirama; assim com a divisão, 17(dezessete) familias passam a viver no município de muquem do São Francisco-BA, e 23(vinte e três) familias no município e Banzaê-Ba. Os índios tuxá/Rodelas vivem na aldeia localizada no perímetro urbano na cidade de Rodelas-BA, e  até o momento não possuem terra para que possam voltar a praticar as  suas atividades agrícolas tradicionais.

KANTARURÉ

Kantaruré é a denominação de um núcleo constituído por 360 indígenas, ocupando uma área de 1.695 há, nos povoados denominados batida e baixa das pedras, no município de Gloria-BA. Segundo tradição oral, teriam emigrado da região do brejo dos padres, Tacaratu-PE. A comunidade vive da agricultura de subsistência e algumas familias trabalham com criação de caprinos.

TUMBALALÁ

Os tumbalalá com sua população de 600 familias e 2.910 índios vivem em uma área que abrange parte dos municípios de Curaçá e Abaré, ao norte da Bahia, as margens do rio São Francisco. São falantes do português, mas existem nomes de elementos tradicionais do ritual toré, assim como nomes de animais e plantas usados no cotidiano que pertencem a língua Dzubukuá, da extinta família Kariri. O território Tumbalalá encontra-se em região de caatinga, cujo clima é semiárido e com longos períodos de seca, pela proximidade do rio São Francisco, os Tumbalalá tem na pesca uma importante fonte de alimentos. Também utilizam a mata ciliar nativa do rio para a coleta de alimentos tradicionais como umbus, favelas e quixabas, fazem roças de verduras e legumes e criam alguns bovinos e caprinos. A jurema, planta comum da região, é utilizada para produzir a bebida do mais importante ritual: o toré.

ATIKUN CURAÇÁ

Terra indígena: Não possuem população: 100 índios, localização Curaçá-BA.  Comunidade originaria da serra do Umã, município de Carnaubeira  da penha-PE, em razão de conflitos internos um grande grupo familiar sai de sua terra e origem em busca de outras terras no estado de Pernambuco.

Sabendo da necessidade de manter suas famílias, passam a fazer parte do movimento dos sem terras e recebem terra nos projetos; com o passar dos anos, por sentirem a necessidade e importância de estarem juntos numa mesma terra onde possam dar prosseguimento com suas tradições culturais e religiosa, partem em busca de uma nova área. Parte do grupo passa a residir na cidade de Curaçá-BA, sobrevivendo de serviços prestados, vendedor ambulante etc. No ano de 2002 passam a ocupar uma propriedade no município de Curaçá, ondem vivem 26 famílias, num total de 100 índios, a terra ainda não foi legalmente adquirida pela FUNAI, porém as famílias permanecem trabalhando na área.

PANKARARÉ

Os Pankararé, com sua população de 2.850 índios, vivem em uma área localizada em Glória-BA com a extensão territorial de 29.597 há Pankararé, e 17.700 há Brejo Burgo, originaria do povo Pankararu, ao qual era um só povo, porém da época da missão houve uma divisão e foram aldeados em lugares diferentes, os índios vivem em seis aldeias: Poço,brejinho,ponta´´agua,cerquinha,serrota e chico. Eles praticam atividades artesanais sobretudo em fibras de caroá, as quais confeccionam roupas de rituais e objetos de uso domestico. Vivem basicamente do plantio de feijão, Mandioca e milho; completam suas necessidades alimentares com criação de galinha, porco, bode e a sua caça.

KIRIRI

Os povos indígenas Kiriri foi aldeado pelos jesuítas, em fins do século XVII, em sacos do morcegos, atual povoado de Mirandela, centro da terra indígena. São descendente de terra indígena, são descendente da grande família linguística Kariri, que compreendia historicamente diversos grupos que perambulava por uma vasta extensão do sertão nordestino, do norte da Bahia ás costas do ceara e Piauí.

Com uma população de 3.210 índios localizados em Banzaê-BA com a extensão de 12.300 há, atualmente a economia kiriri resume-se a pratica de uma agricultura basicamente voltada a subsistência, restrita ao plano de certos produtos como a mandioca, o feijão, o milho e cultivos complementares. A criação domestica é pouco desenvolvida, enquanto que a de gado e ouvinos é mantida por algumas familias. O artesanato completa a receita de algumas familias.