Rodada de Orientação com alunos/as da LICEEI (Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena) acontece no OPARÁ

 

Por: Bruna Cordeiro 19/05/2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aconteceu nos dias 11 e 12 de Maio de 2017, na UNEB (Universidade do Estado da Bahia) Campus VIII - Prédio Caminhos da Caatinga, a reunião que tratou do Planejamento das ações do Plano Estratégico para a implantação da nova turma da LICEEI, que ocorrerá para preenchimento de 60 vagas específicas para os Povos Indígenas da Bahia e com realização no Núcleo do OPARÁ de Paulo Afonso. Floriza agradeceu a aprovação do Regimento Interno institucional, ação proporcionada pelos professores em reunião departamental, posto que apresentou o objetivo e as linhas de pesquisa do Centro. A mesma colocou que “a licenciatura não pode ser local, precisa ser territorial tendo em vista a distribuição dos povos indígena no território Baiano”, sendo discutida em outros departamentos a proposição de abrir novas turmas em outros câmpus. 

Como funciona a Licenciatura Indígena?

De acordo o Professor Marcos Messeder – Coordenador da LICEEI, “a Bahia é um território rico em comunidades indígenas historicamente marginalizadas, a presença de vocês aqui neste momento demonstra um comprometimento com as políticas afirmativas, que enfrenta grandes obstáculos a sua consolidação”. Há um movimento de luta pela qualificação de professores indígenas e a construção de novas escolas indígenas tem sido um indicador de aceitação por uma educação diferenciada constroem possibilidades de resistência ao racismo institucional.

A UNEB é uma instituição de ensino superior que enfrenta diversos desafios para realizar uma educação pública de qualidade, desde a diversidade de culturas que se encontram espalhados pela Bahia, universitários que representam os povos indígenas, os quilombolas, os agricultores, os pescadores, etc, além dos jovens dos centros urbanos, toda essa diversidade estão espalhados nos 24 campis que existe por toda a Bahia.

A resistência a um processo homogeneizador dos universitários do campus leva a questionamentos sobre as políticas de inclusão e de permanência destes grupos sociais. Estas políticas têm sofrido grande impulso, a partir da criação de novas licenciaturas e especializações diferenciadas, a criação de núcleos estratégicos e eventos que visam incluir estas populações no debate. Para Marcos Messeder, “as dificuldades encontradas pelas universidades estaduais é bem maior que as dificuldades enfrentadas para as federais. As novas licenciaturas exigem a colaboração dos professores de forma interdepartamentais, pois nenhum colegiado vai reduzir a carga horária e muito menos conseguir recursos para pagar esses professores”.

A busca por fechar parcerias vem da necessidade de captar recursos para possibilitar a realização de seminários, de intercâmbios, de visitas as comunidades e atividades de pesquisa. As vagas estão distribuídas por etnia, tentando se adequar as suas especificidades, no ingresso, os alunos terão três opções de eixos.

Na colocação de alguns diretores, a UNEB passa por grandes dificuldades no que cerne a contratação de outros profissionais. Em Juazeiro, Carlos Alberto, coordenador do Núcleo OPARÁ, colocou que não possui uma infra-estrutura como sala adequada, além de existir alguns conflitos entre professores e alunos/as oriundos destas comunidades, desta forma é necessário o combate e a resistência ao racismo institucional, para que não seja criado segregação entre um grupo já segregado.

A Diretora do Campus III – Juazeiro – Márcia Guena, colocou a importância da formação em Rede e da troca interdepartamental no combate as dificuldades financeiras enfrentadas por este tipo de curso. Seria então preciso replicar experiências positivas como o orçamento participativo, onde é discutido coletivamente a sua destinação, bem como distribuição dos recursos, atuando localmente sobre as demandas.

 

Além disso, é possível realocar recursos para atender outros campus de acordo com o surgimento da necessidade.

De acordo Marcos Messeder, encerrou falando que “quando se age em prol das populações tradicionais, dos cotistas e de outros grupos marginalizados dentro da instituição, está de combatendo o racismo institucional. É preciso acionar a comissão para criação de novos cursos e dentro das possibilidades de licenciaturas por áreas. Há uma proposta da Secretaria de educação para formação continuada de professores, seria um convênio entre UNEB e SEC. É urgente criar uma linha de formação de professores indígenas para que essa colaboração não perca seu o objetivo”.

Fotos: Marcos Messefer: googleimagens/alunas indigenas da LICEEI: googleimagens

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